terça-feira, 4 de agosto de 2009

Duas histórias envolvendo professores

É uma vergonha o que os professores passam, hoje em dia, em sala de aula, seja em colégio público ou particular. Ganham pouco, estão expostos a todo tipo de selvageria por parte de alguns alunos e, ainda por cima, vêem suas vidas por um fio em certas ocasiões.

As duas histórias a seguir são verídicas, mas os nomes foram modificados por questões óbvias.

 

MELHORA ESSA NOTA AÍ, TIA!

Sara dava aulas em uma escola pública, numa classe do ginásio, onde a maioria dos alunos tinha por volta de 14, 15 anos. Havia muitos repetentes na turma. E muitos delinqüentes também.

Certo dia, ela aplicou uma prova e percebeu, durante a correção das provas, em casa, à noite, que a classe não tinha ido muito bem. No dia seguinte, foi ela entregar as provas com as respectivas notas.

Jorjão, aluno repetente, e delinqüente, pegou sua prova e quando bateu o olho na nota (algo em torno de 3,0 ou 4,0), não teve dúvidas. Foi até sua carteira, pegou um revólver de dentro de sua mochila, dirigiu-se à mestra, engatilhou o revólver e o colocou na cabeça da professora. Depois, na maior cara-de-pau, disse:

- Vamos rever essa nota pra cima, tia!

Sara, friamente, sem olhar para Jorjão, disse:

- Estude mais que essa nota melhora na próxima prova!

Jorjão titubeou e não teve coragem de atirar, mas lançou a ameaça:

- Ô, tia, forgou na minha mão! Eu devia te dá uns teco! Tu tá na minha lista!

Sara ficou quieta o tempo todo. O aluno recolheu a arma e foi se sentar.

No dia seguinte a isso, Sara não voltou mais àquela escola para lecionar…

A PRÓXIMA HISTÓRIA ESTARÁ NO POST DAS 16 HORAS.

6 comentários:

Debby Lenon disse...

Oi André essa história é veridica? Conheço uma professora que passou por isso, ela estudava letras comigo e era professora de ginásio, tinha curso de magistério e pedagogia, nessa época ela parou até de estudar. A Ausgusta se mudou naquele ano para o interior e até a ultima vez que falei com ela, ela havia trocado o ginásio pelo pré em escolas particulares.

Bronca no Trombone disse...

Totalmente verídica, com exceção dos nomes das pessoas. O aluno pôs o revólver, engatilhado, na cabeça da professora e mandou ela rever a nota dele. Friamente, ela disse que, se ele estudasse, tiraria uma nota melhor na prova seguinte. Aí, o cara viu que ia ter muitas testemunhas da barbaridade que ele ia cometer, guardou a arma, mas ameaçou a professora. Ela, coitada, nunca mais voltou àquela escola...

J S Pereira disse...

É triste André. Tá cheio de casos em que o Jorjão não titubeia e mata mesmo.

Liquidaram a educação no país. Porque liquidaram a família também. Nem é mais questão de cobrar melhores escolas. Os alunos já chegam na escola perdidos. É hora de se cobrar melhores famílias.

Abraços

Bronca no Trombone disse...

As famílias estão desmanteladas, amigo. E a culpada disso é a mídia que vende valores falsos e o pessoal compra. Hoje, é difícil ver uma família reunida em torno da mesa para fazer uma refeição. É cada um na sua... Triste, porque eu, pelo menos, tive uma família.

Obrigado pelo comentário!

Abraços,

André

LISON disse...

Saudações!
AMIGO ANDRÉ,
Esta é a semente produzida por muitos pais nas próprias casas, encontram guarida em junto a muitos. É a grande partida de um enterro com tristezas no amanhã.
Situação triste e lamentável!
Parabéns pelo Post!
LISON.

Bronca no Trombone disse...

Lison, hoje o núcleo familiar já não existe mais. Os filhos fazem o que querem e os pais, com medo de algo, dizem que é melhor deixá-los mais soltos, pois não há como segurá-los. Como não há? Eu fui bem educado e não dominava os meus pais. Hoje, é o contrário. Já ouvi mãe dizer para mim que não pode com o filho, porque ele é um adolescente grande, forte...
Absurdo!

Obrigado pelo comentário!

Abraços,

André