quarta-feira, 1 de julho de 2009

FICÇÃO OU REALIDADE? – CAP. 2

Forte era o Ronaldo. Os amigos até o chamavam de Ronaldão. Ele era mesmo um gigante: 1,98 m de altura, 110 kg, tinha uma força descomunal. Era capaz de rasgar uma lista telefônica como qualquer mortal rasga algumas folhas de papel. Uma vez, espremeu uma garrafa de cerveja, deixando-a em cacos. Estava usando luvas grossas na ocasião…

Mas era um sujeito de boa paz. Não arrumava briga com ninguém, justamente por conhecer sua força. Um soco do Ronaldão em uma pessoa normal significaria óbito na certa. Na pessoa normal.

Só que houve um dia em que ele perdeu o juízo e partiu para uma briga. É verdade. Um sujeitinho invocado reclamou que ele havia furado a fila na padaria e chamou-o para a briga. Ronaldão deu um chega-pra-lá no sujeito e disse:

- Se eu te der um peteleco, te mato!

O sujeito, que não deveria ter 1,60 m de altura e parecia raquítico de tão magro, não quis conversa:

- Você tem altura e peso, mas não tem mobilidade!

Falou isso e desferiu um chute, do tipo voadora, na cara de Ronaldão. Este ficou vermelho de raiva e foi para cima do nanico, mas sem sucesso.

Quem estava presenciando a briga, temeu pela vida do sujeitinho marrento:

- É bom ligar para a polícia, pois esse grandão aí vai matar o baixinho!

Cinco minutos depois, ouvia-se o seguinte entre as testemunhas da contenda:

- Chama a polícia, pois o baixinho vai matar o grandão!

Era verdade. O Ronaldão não tinha agilidade. Era muito pesado. Não conseguia acertar um soco sequer no baixinho, que, por sua vez, era ágil e pulava de lá para cá feito um serelepe.

Por fim, o baixinho acertou mais um chute bem no meio da testa do Ronaldão e este foi a nocaute.

Nisso, a polícia já havia sido chamada e os brigões foram levados para a delegacia. Depois dessa parte da história, ninguém sabe mais o que aconteceu…

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