quinta-feira, 14 de maio de 2009

Minha vida profissional – PARTE 7

SCRIPT

Para encurtar a história, escrevi o roteiro e gravamos também um piloto. As externas foram no Parque da Luz, em São Paulo; as internas, na casa da própria atriz. Não deu certo, porque ela ofereceu o piloto para uma pessoa que não tinha bons princípios.

Nessa época, desde 1991, eu já trabalhava como freelancer para uma editora de São Paulo. Ainda usava máquina de escrever para redigir minhas revistas (piadas, horóscopos, simpatias etc).  Cheguei a fazer uma revista de cruzadinhas para a Abril Jovem, com temática de Natal e ganhei, me lembro, quase Cr$ 50 mil (uns 185 dólares, mais ou menos).

Em 1992, tive minha primeira revista de palavras cruzadas publicadas.

Os melhores anos, para mim, foram 1994 e 1995, onde ganhei uma graninha legal e cheguei a ter 11 revistas minhas nas bancas ao mesmo tempo! Eram publicações populares, mas fiquei feliz com isso.

Eu ia ao shopping todos os dias, pois já havia computador em casa, desde 15 de julho de 1994, mas este era do meu pai. E quando ele queria usar, eu tinha que sair. Para não ir cochilar ou ficar à toa, eu ia para o Shopping Ibirapuera todo santo dia!

Em 1996, continuei escrevendo e estava tudo indo muito bem, quando meses depois, já em 1997, explodiu a Crise dos Tigres Asiáticos. Fiquei com pouquíssimo serviço. E sem grana. Estava gastando, naquela época, exatos R$ 2,00 por dia…

Nessa altura, eu já havia criado uma telenovela de cunho espírita, chamada: “Eu sou o Seu Destino”, cuja sinopse foi publicada aqui no blog. Ofereci essa novela para emissoras da Venezuela e a Televisa, do México. Chegaram a dar algum retorno, mas a última notícia que tive, isso lá em 2000 e pouco, era de que “a história estava sendo analisada”…

Em 1998, o Crayton Sarzi me chamou ao SBT, já instalado na Rodovia Anhangüera. Fui lá. Ele me deu 2 teleteatros da Marissa Garrido e disse:

- Traduz os dois, dá uma adaptada e me devolve. Tá vendo aquela pilha ali? (eram mais de 50 roteiros!) São seus quando você terminar esse trabalho. E eu sei que você vai fazê-lo bem feito. Então, corra, porque tem mais aquele monte ali para você traduzir. As gravações estão adiantadas e não há tempo a perder.

Dessa vez, eu ganharia mais: R$ 600,00 por teleteatro (hoje, esse valor corresponde a uns R$ 2.200,00).

Traduzi, dei uma mexida nas duas histórias, liguei para o Crayton e um motorista do SBT foi lá em casa só para pegar um mísero disquete…

Telefonei para o Crayton, depois, e perguntei quando eu pegaria mais teleteatros para traduzir. Ele respondeu:

- O Silvio está em Nova York. Quando ele voltar, a gente vai decidir. Parece que ele quer parar com o teleteatro

Gelei. Fiquei ansioso. Mas não havia nada a ser feito, a não ser esperar o patrão voltar de Nova York e decidir o que faria com os teleteatros.

Adivinhem o que aconteceu!…

 

CONTINUA AMANHÃ…

0 comentários: